
Durante a história da humanidade o preconceito sempre existiu, ele é fruto de um conceito tomado precocemente sobre aquele que apresenta algum tipo de diferenciação. Se a igualdade realmente existisse não haveria preconceito de nenhuma espécie.
Gostaria de falar especificamente sobre o preconceito contra a mulher, que, de objeto de reprodução passou assumir papel importantíssimo na sociedade, na economia, na política, no trabalho, enfim, a luta pelos direito iguais entre homens e mulheres tem de certa forma se concretizado.
Mas nem sempre foi assim, intelectualmente as mulheres sempre foram muito subestimadas um exemplo disso é Hypatia de Alexandria. Ela foi uma erudita grega, considerada a primeira mulher a destacar-se nas matemáticas tendo também ensinado filosofia e astronomia. Viveu num Egito sob influência romana e dirigiu a escola platônica de Alexandria. A sua influência na cidade bem como nos ensinamentos da época foi elevada. Foi brutalmente assassinada em 415 por uma multidão de cristãos acusada de incitar a tumultos religiosos. Na história é recordada por ser uma defensora da ciência contra a religião sendo a sua morte referida como um marco do fim do período helenístico. Mais tarde, Descartes, Newton e Leibniz expandiram em seu trabalho. Hypatia fez realizações extraordinárias para uma mulher em seu tempo.
Imagine quantas mulheres tiveram que morrer para serem reconhecidas, quantas mulheres foram e continuam sendo agredidas, por companheiros que ainda as consideram sem direitos, sem razão, que ainda as consideram inferiores.
Infelizmente a nossa sociedade não é muito diferente daquela de Hypatia. O que faz alguém matar outra pessoa, desossá-la e entregar pedaços a cachorros?
A igualdade de gêneros está apenas no discurso, a humanidade continua preconceituosa e etnocêntrica, enquanto não sairmos do conceito e entrarmos na ação atrocidades continuarão acontecendo.